No fundo todos vivemos papéis e representamos mil coisas. Só que existem mentiras sinceras. Todos desejamos uma cena pra protagonizar e nem sempre nos basta que a cena pertença só à nossa vida. Queremos sempre muito. Nem sempre temos muito. Nem sempre temos o que queremos.
Todos somos muitos. É difícil ser um personagem só, quando se convivi com pessoas diferentes, em lugares e situações também diferentes.
É difícil escolher um caminho só na vida. Correr atrás de desejos é bom. Arrepender-se do que se fez é melhor do que se arrepender do que ñ fez, pois a vida nos dá álibis.
Pessoas nos decepcionam por muitas coisas. Pessoas erram. Decepção é comum e inevitável.A vida dá voltas que nem sonhamos. Grandes dramas sempre começam com cenas banais que desencadeiam um lindo romance.
Mas a vida real ñ é um livro. Não é um romance. Não é um teatro. As pessoas não são atores. São reais. São imprevisíveis. Sempre. As pessoas são contraditórias e incoerentes. As pessoas são inverossímeis.
[estudando "identidade", tema de um seminário que devo apresentar assim que acabar a greve!!]